Patinho Branco

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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

O Paradoxo, eis a questão.


O homem, no decorrer da sua existência deixou  marcas de uma civilização maravilhosa que construiu com o passar das gerações, registrando sua evolução como a construções de templos, palácios e monumentos. É visível a capacidade humana de aprender e reavaliar suas ações, de forma a estar sempre se superando. A tenacidade e a busca do saber foram sem duvida, a mola mestra desse impulso significativo, em todas as direções por onde temos caminhado.

A fala foi o seu maior instrumento no passado, desde o tempo tribal, que permitiu o desenvolvimento de uma capacidade mental invejável e única na Terra. Com o passar dos milênios, os homens passaram a contar histórias e a falar sobre eles próprios, sobre a tribo, sobre os tabus e sobre o medo da morte. Criaram seus deuses, adoraram seus ancestrais e pela primeira vez, começaram  a contar o tempo e as estações.

Esse caminhar deixou de rastro, uma imensa herança de conhecimento cientifico e humano que foi capaz de colocar o homem literalmente na lua. Além desse feito, talvez o mais espetacular de nossos dias, o homem deixou igualmente no passado obras incríveis, também espetaculares, que insistem em cotinuar vivas para os nossos olhos como a Muralha da China, as Pirâmides do Egito, Maias, Incas e Astecas e ainda muitas outras.



Podemos verificar várias obras do passado, envoltas ainda em mistérios, tendo em vista as dificuldades em se entender claramente, os métodos usados durante a construção, já que não havia recursos tecnológicos capazes de dar suporte a tamanhos empreendimentos. São obras monumentais, erguidas em blocos de pedras, alguns com mais de cem toneladas e deslocados de suas pedreiras por distâncias consideráveis. Dessas tantas obras, ainda estamos discutindo e tentando  entender seu processo de construção. De tantas outras, já compreendemos como fizeram, resgatando assim, muitas das técnicas que ficaram perdidas no tempo.

Desde cedo o homem aprendeu a ser curioso,  a fazer segredos e a contar segredos, segundo seu interesse. Provavelmente, vem daí sua capacidade pedagógica, que juntamente com a escrita foi fundamental na criação, milhares de anos depois, das escolas, faculdades, cursos técnicos etc., conforme conhecemos hoje.

Mas há sem duvida um paradoxo nisso tudo, que acompanha a humanidade desde os primórdios da civilização. Por mais que os conhecimentos humanos se ampliem, por mais que se abram novas frentes do saber, sempre aparece alguém, com uma idéia torpe e fora de questão, que se não é maliciosa (malandragem mesmo), é pura insanidade.

A foto abaixo é de uma caixa de esgoto (uma a cada 100 metros aproximadamente), subterrânea, interligadas por quinze quilimetros de tubos, enterrados de baixo da areia em plena praia, praticamente ao nível do mar. Se não bastasse o visual absolutamente estranho para a paisagem de uma praia, que por si só já é suficiente para mostrar a insensatez dessa obra, nem seria necessário dizer do cheiro que essas caixas exalam, ainda mais quando suas tampas forem roubadas, que por certo serão, e vendidas no ferro velho mais próximo, ou então quando uma maré grande levar tudo de roldão.


Nem seria necessário, também  dizer que o gelo dos pólos está derretendo e o nível do mar está subindo. Desnecessário, ainda, seria dizer que a praia é turística, portanto, área de lazer, com crianças brincando, pessoas comendo e  bebendo, além de outros tantos se bronzeando ao sol, tudo isso agora evidentemente ao lado de uma caixa de esgoto. É de rir, se não fosse trágico.


Será que essas praias devem ser interditadas por insalubridade? Acredito que sim! Se cachorro é proibido na praia, justamente por causa de doenças, cujas bactérias ou vírus, ficam na areia em função de suas fezes, como é possível conviver com o que tem dentro dessas caixas? Elas vão com certeza, no minimo vazar. É só uma questão de tempo. A lógica e o bom senso manda interditar esses quilômetros de praia.

 É de duvidar que algum arquiteto, por pior que seja a faculdade que ele possa ter cursado, venha  aprovar um projeto semelhante, cuja finalidade seria exatamente livrar a praia do esgoto ali derramado. As cidades atendidas por esse projeto são por natureza turísticas, onde a beleza, a balneabilidade e o ar puro, são fatores fundamentais para atrair gente, além de investimentos, como novos hotéis, pousadas, restaurantes etc.
  

Veja bem essa foto, imagine quando roubarem essa tampa de ferro fundido, imagine ainda, quando a maré entupir de areia essa caixa (que em dias de maré grande, as ondas chegam a encobrir), sem falar no aquecimento global, que está elevando o nível do mar, que aliás, no litoral paulista é maior que em outros lugares do mundo, já que o solo,  segundo estudos, está afundando, mesmo porque aqui no litoral sul desgraça pouca é besteira.

Enquanto a civilização humana deu passos gigantescos na busca de seu desenvolvimento e no aprimoramento de suas técnicas e na contínua expansão de suas idéias, e tal ,e tal, e tal..... ; chega alguém que coloca não uma ( o que já seria condenável),  mas, centenas caixas de esgoto, (veja bem não estamos falando de água potável, estamos falando de água pútrea, imunda ), justamente em uma área de laser ao lado de, vou repetir: crianças brincado, adultos se divertindo, idosos e mulheres tomando sol e some-se a isso outros´pontos negativos, como: o nível dos mares estão subindo; o nosso litoral paulista  afundando; caixa de esgoto na praia não é ecologicamente correto, nem estético; grandes movimentações de areia em praias é algo questionável; o  sentido do projeto seria justamente protejer e não expor a praia, aos perigos de uma contaminação; tudo que se constrói na praia vira ruínas, é só uma questão de tempo.



A foto acima mostra o movimento de turistas em feriados e durante todo o verão. Nessa faixa de areia, existem dois hotéis/clubes muito freqüentados, que recebem gente o ano inteiro e que com certeza devem estar avaliando se realmente vale a pena continuar investindo na região. Esses hotéis promovem por conta própria a limpeza desse trecho de praia, oferecendo a todos, hospedes ou não, serviços de Salva-Vidas e até festas, free, para a população local. Eles se matam tentando manter os seus negócios, assim como os comerciantes locais com seus Quiosques, além do vendedores ambulantes, que passam boa parte do ano no vermelho, aguardando a temporada, cuja frequencia de turistas pode começar a diminuir sensivelmente.


 Foto de um trecho da praia, que já mostra sinais evidentes de ruina, em função das marés muito altas principalmente no inverno. No fundo, em frente a caixa de esgoto, vemos uma escada de concreto construida para permitir o acesso dos banhistas à praia. Uma marés de inverno colocou tudo abaixo. O nivel do mar tem subido e percebe-se isso nas marés. Ai vemos a praia na maré baixa; segundo os pescadores mais antigos, a atual faixa de areia até a água tinha o dobro de extensão.



Os resultados dessas obras agressivas na natureza, se medem sempre em longo prazo, e geralmente destroem anos e anos de planejamento, quer seja publico, quer seja privado. O turismo dessas cidades, provavelmente jamais será o mesmo, as pessoas procurarão praias de regiões mais apraziveis, os imoveis serão desvalorizdos, além de afeter o comercio dessas cidades. Os culpados dessa irresponsabilidade ficarão esquecidos no tempo, como se o ocorrido fosse obra do acaso ou coisa divina, contra a qual não adianta lutar. Um castigo de Deus ou uma maldição dos índios escravizados no passado. Na verdade culpados não faltam para esse prejuízo, que não só é econômico, é também claramente de ordem ecológica, absurdamente praticado por uma empresa que deveria zelar pela questão do Verde, e que tem o aval do maior estado da Federação. A coisa vai a raias do absurdo e do realismo fantastico, parece até que tudo não passa de um pesadelo, mas é verdade, o homem depois de construir maravilhas, parece que desaprendeu, teve uma diarreia mental, e construiu uma rede de esgoto na praia.


Então, depois de realizado esse crime ambiental, vou dizer o que vai acontecer:
Se as autoridades responsáveis se dignarem em rever a obra, com certeza pagaremos a conta, de novo; agora, se eles mantiverem essa obra como está, vai ser bem assim, como disse aquela autoridade exemplar e maravilhosa: Relaxa e Goza.

 Talvez melhor ainda, seria terminar este texto, lembrando aquilo que disse a Madre Superiora (a respeito daqueles que foram prejudicados), que não tenho aqui como escrever, de tão chulo, mas que caracteriza bem o momento de descompasso que vive o cidadão com relação aos seus representantes. Descompassos que a historia já viu no passado por tantas e tantas vezes e que nunca acabaram bem.   

quinta-feira, 10 de março de 2011

Está Tudo Certo. Igg!




Fotografia:  Na quarta feira, depois do carnaval, vem uma maravilhosa sensação de que enfim tudo se acabou.  Os turistas foram embora, as praias estão limpas, os preços nas lojas voltaram ao normal, enfim tudo certo com d'antes na terra de Abrantes
Praia do Suarão - Itanhaém - SP

Está Tudo Cer..........

Do futuro nada sabemos, quanto ao presente, num piscar de olhos, já vira passado. Dessa forma, a única coisa que  podemos ter certeza é do passado.

Quem no passado projetou o futuro, terá um belo presente e belas lembranças do passado, mas quem também, viveu um belo presente, sem pensar no futuro, terá ainda boas memorias do passado, quando o futuro chegar.
Agora, que viveu um passado  ruim, só terá um bom futuro, se tiver muita sorte no presente.

É a vida !

Se você quer dar um futuro ao seu filho, cuide bem de seu passado, pois quando esse futuro chegar,  ele terá um belo presente, para ter boas recordações do passado.

Tudo passa, e ninguém sabe do amanhã.

Meio século da minha vida se passou, tão rápido como as águas de  março. Do meu futuro nada sei, pois já perdi o seu controle, e ele navega como um barco louco, mas sei do meu presente. Ele é mais do que eu planejei.
Até quando?  Esse é meu medo! Não posso piscar e perder presente para o passado, assim me socorro no passado, para fazer o caminho inverso, transformando o passado em  presente, desprezando o futuro, que afinal a Deus pertence.

- Tá louco! Alguém ai! Chega de servir cerveja sem gelo, que tá dando problema! Igg....

-Que texto mais atrapalhado. Também achou? Então clica no video e relaxe com um pouco de Beatles.



















segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Cachaça, Ouro e a Inconfidência Mineira.

Foto de uma ilha em Pataty-RJ.
 Foi um passeio curto, a viagem para Paraty, mas foi legal.
A foto foi tirada de uma passeio de barco.
Aliás, Paraty, faz cachaça de primeira, feita com cana plantada ainda pelos escravos.












Cachaça, Ouro e a Inconfidência Mineira.

De principio, no Brasil Colônia, tomava-se a Bagaceira e o Vinho do Porto, que eram trazidos de Portugal, que controlava o comercio da colônia e tinha direito exclusivo no
mercado Tupiniquim.
Mas em pouco tempo, a criatividade e necessidade, acabaram se manifestando nas cabeças dos nossos pagadores de impostos, que alias já naquela época, como ainda agora, não agüentavam mais pagar impostos tão absurdos e caros. Acabaram descobrindo o vinho de cana de açúcar, que era muito mais barato que a Bagaceira e o Vinho do Porto, importados da Matriz. Produzido espontaneamente da garapa que ficava nos cochos de alimentação dos animais, foi descoberto sem querer. Esse caldo foi chamado pelos portugueses de “Cagaça”, não sei se pela textura ou pela cor desse vinho, que foi servido aos escravos, já que era melhor que o Cauim, única bebida fabricada por aqui e de origem indígena.
Não demorou muito para que alguem sem ter o que fazer, destilasse a Cagaça e chegasse na Cachaça, que se tornou rapidamente na bebida numero um da Colônia, que com o tempo virou ate moeda para compra de escravos na África.
Com o sucesso rápido da Cachaça, a venda da Bagaceira e de vinhos portugueses, caíram em desgraça e não demorou para Portugal proibir, que no Brasil, fosse fabricada, comercializada e consumida essa água que passarinho não bebe, alegando-se que o vil destilado atrapalhava o garimpo do ouro. Lei seca para a cachaça!
Como a lei não pegava e a” Marvada” continuava em alta, a Corte resolveu criar um imposto especifico para esse destilado e arrecadou muito dinheiro. Esse imposto foi tanto, que serviu para Portugal manter suas Faculdade e até reconstruir Lisboa, arruinada por um terremoto.
Com certeza no episodio de nossa Historia, conhecido como Conjuração Mineira, a cachaça esteve presente tanto física como politicamente nas ações de nossos Inconfidentes.
O Ouro descoberto nas Minas Geraes foi um atrativo para a formação rápida de grandes aglomerados populacionais, com a construção de cidades nas montanhas da Serra do Espinhaço, cujo frio reinante ali, era amenizado com o consumo de cachaça.
Desde então, no Brasil o ouro e a cachaça são símbolos nacionais. Pena que a Luta Contra a Derrama não tenha se tornado também um símbolo Nacional tão popular como seu Heroi, Tiradentes, que tambem morreu pela cachaça.
Mas ainda corre nas veias do povo mineiro, o ideal de liberdade, que herdaram dos Bandeirantes paulistas e, que com bravura e orgulho, deram suas vidas pelo ouro e pela cachaça. O ouro já se acabou, mas o precioso liquido transparente, ainda pinga das torneiras dos alambiques daquelas terras entre montanhas. Pinga da melhor qualidade!

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Quem é o Patinho Branco?

Minha foto
Itanhaém, SP, Brazil
Formado em Administração, pescador de pesqueiro, palmeirense de quatro costados. Adoro os anos 70: tenho uma Caloi 10( são três na verdade), um fuca bala além de uma maquina fotografica Pentax Assay 35mm, só para curtir essa década maravilhosa. Cultivo uma pequena horta de temperos no quintal. Temos Manjericão do comum e do roxo, Alecrim, Hortelã, Salsinha, Cebolinha, orégano, Pimenta dedo de moça, malagueta e de cheiro. Gosto de estar com a familia, churrasquear e cozinhar, pedalar e bater papo com os amigos. Caminhar na praia é atividade obrigatória de todos os dias, quando o tempo ajuda.