Tanto fizeram com medo que a ditadura voltasse, que afrouxaram as leis, dificultaram o
andamento dos processos, criaram leis dúbias e promoveram a festança dos recursos.
O Brasil passou a trilhar uma sobre a tênue linha entre a liberdade política e a baderna
política latino americana da republica das bananas.
Liberdade que foi usada inicialmente para promover a impunidade de um seleto grupo
político que detinha o poder, usando como escudo protetor da Política dos Direitos
Humanos. Não demorou muito para que aquilo, que seriam direitos humanos para vitimas
dos torturados pela ditadura, passou a ser direito de bandido, sendo a sociedade vista como
a torturadora dos necessitados e dos sem terra, etc
.
Enquanto a justiça maravilhosamente mancava de uma perna, nossos políticos subiam na
mesa e tripudiavam a decência para com a coisa publica. Brasília se tornou o paraíso do
crime, onde oficialmente se mete a mão e aquele que se meter a denunciar é o primeiro a
ser preso, alias o único a ser preso. Exemplos não faltam.
Toda essa impunidade que vemos todos os dias pela televisão, quer no Senado, quer nos
gabinetes dos ministérios, quer em qualquer coisa publica, levou a bandidagem a se
organizar, para também ter direito a esse quinhão esplendoroso da impunidade, que se
espalhou no Brasil como tiririca em jardim.
Para a bandidagem, que nos rouba a residência, nos assalta nas esquinas, seqüestra das
formas as mais variadas, não faltou a tranqüilidade necessária para entender, que com a
impunidade campeando pelo país, bastaria ter um ou outro advogado para se safar, quando
não totalmente, ao menos parcialmente, com os indultos, saídas temporárias, recurso do
recurso do recurso e etc. Foi um passo para se organizar dentro das cadeias.
Nunca, em pais nenhum, como diria o outro, se viu um congresso perdendo tanto tempo,
em fazer leis para soltar bandidos da cadeia. Para fazer leis para prender os bandidos, só
com um enorme esforço extraordinário.
A impunidade no Congresso Nacional chega a beirar o cômico, não fosse trágico, de tanta
que é a infantilidade das desculpas , mostrando uma enorme desfaçatez para com o cidadão
que os elegeu. Eles têm a mais absoluta certeza de que jamais serão punidos. Tudo naquela
casa se perdoa e se esquecesse, já que ali o dinheiro é publico e nunca faltou para ninguém.
Que inveja devem ter as organizações criminosas.
Deve ter sido mesmo por pura inspiração na nessa impunidade, que grupos criminosos
vieram a se organizar em nosso país, com seus “códigos morais”, seus advogados,
seus locais de reunião, dos mais seguros, isto é, dentro dos presídios, tudo muito à vontade.
Sistemas de comunicação interno e externo, pombo correio com mochilinha nas costas,
bronzeamento, churrasco e outras festinhas, direito a saidinhas, oficiais ou não, com
carros oficiais ou não, são algumas facilidades garantidas. Até banco eles têm, para
financiar a corrupção, que o diga o delegado Protogenes.
Os direitos humanos dos bandidos viraram uma instituição no Brasil, da mesma forma que
já é uma instituição. As desculpas de nossos congressistas para as corrupções
constantemente denunciadas pela imprensa: eu não sabia; foi um engano; vou devolver o
dinheiro e fica tudo certo; foi simples esquecimento; não conferi o holerite; não declarei
cinco milhões, pois achei irrelevante.
A impunidade no Congresso Nacional chega a beirar o cômico, não fosse trágico, de tanta
que é a infantilidade das desculpas , mostrando uma enorme desfaçatez para com o cidadão
que os elegeu. Eles têm a mais absoluta certeza de que jamais serão punidos. Tudo nessa
casa se perdoa e se esquecesse, já que ali o dinheiro é publico e nunca faltou para ninguém.
Toda impunidade do mundo em nome do velho e bom”direitos humanos“, conveniente para
partidos corrompidos e políticos corruptos, alem das organizações criminosas.
Da mesma forma que depois da explosão de uma bomba atômica, cai uma chuva acida,
depois de uma política de direitos humanos, chove a impunidade.